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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

POEMASBR - CARMEN MORENO E DALAYNE BRASIL (+playlist)



Música: "RECADO" (Letra: Carmen Moreno e Melodia Delayne Brasil)

Evento: Cabaré da Poesia - POEMASBR

Apresentação: Dupla do Prazer (Denizis e Cairo Trindade)

Vídeo: Daniel Trindade - Personal filmes produções artísticas 

domingo, 22 de dezembro de 2013

Amigos, que os bons sonhos se materializem! Feliz Natal, e que 2014 seja mais justo, humano e amoroso. Fiquem com meu carinho, embalado pelo verso:

*MESA FARTA

Tomara que o grão se multiPLIQUE,
ploc, ploc, pule o milho na panela.
Que o pão se espalhe e espante a fome secular.
Que o sim rejunte a fissura dos sorrisos,
e o rio beba a secura das bocas.
Tomara que o grão se parta em mil,
e brote (são) em todas as portas.
E que, gentil e farta, a farra das sementes
seja como Deus: para todos.
*Carmen Moreno (livro Loja de Amores Usados)





sábado, 26 de outubro de 2013


A AÇÃO DOS CUPINS SOBRE AS MÁSCARAS

Como dormem aqueles cuja consciência foi vendida? Arrematada no leilão rastejante dos egos? No varejão das mentiras e omissões bem trajadas? Nas promoções de fim de feira da humanidade, onde os restos são amealhados pelos famintos de poder?

O travesseiro, objeto tão próximo da alma, tão íntimo do coração dos homens e de suas verdades inconfessáveis... Como conseguem repousar a cabeça neste colo aconchegante, e ceder ao sono, esses homens? Mesmo na penumbra de seus quartos blindados, como dormem esses homens, entregues à delicada plumagem de seus travesseiros alto luxo?  

Não pode ter sono tranquilo essa gente que dribla a verdade inconteste de multidões, para impor, com um martelo cego, seu trono provisório. Abençoada transitoriedade desses tronos, sobre os quais essa gente se instala, com a crença insana na eternidade.

Contudo, fora os ganhos simbólicos (estes inegociáveis) da luta dos educadores, consola-me saber que os devastadores da Educação não sairão incólumes, pois quando compactuamos com uma grande mentira, por mais lúcidos, por mais conscientes do ato ilícito, a culpa nos invade, sorrateira, enlameando nossa autoimagem. Como roedores no silêncio da casa, como uma conspiração de cupins descarnando nossa pureza e coragem.


Carmen Moreno

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Oficina: TEATRO PARA TÍMIDOS, com Carmen Moreno




TEATRO PARA TÍMIDOS


Professora: Carmen Moreno

Ementa


O Teatro, poderosa ferramenta de expansão da personalidade e do potencial criador, promove autoconhecimento e libertação. Ativa a auto-estima, tornando a socialização mais afetiva e autêntica. Este curso propõe um olhar sobre nossas cristalizações: a experiência de redescobrir movimentos, valores, ideias, no próprio exercício do salto. A partir de jogos dramáticos e experiências lúdicas envolvendo artes plásticas, música e literatura, o integrante, tímido ou não, terá oportunidade de buscar um caminho inicial de comunhão entre corpo, emoção, palavra, humor, pensamento crítico, afeto, socialização e criatividade.

Para jovens e adultos (a partir dos 17 anos).


Quando


Às SEGUNDAS, dias 07/10, 14/10 e 21/10/2013

Das 19h às 21h


Programa


  • 07/10 - Relaxamento; percepções corporal e espacial, e integração de grupo

  • 14/10 - Jogos e improvisações a partir de estímulos diversos

  • 21/10 - Leituras de textos e entrelinhas: eu, o outro, o amor, Deus, morte e vida. Expressão de ideias e sentimentos, através das linguagens artísticas


Professora


CARMEN MORENO, professora de Artes Cênicas, poeta e ficcionista, tem livros e prêmios em diversos gêneros literários. Bacharel em Artes Cênicas e Licenciada em Educação Artística (UNI-RIO). Leciona em escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio. Ministrou inúmeras Oficinas integrando Teatro e Literatura. Trabalhou para o PROLER, utilizando o Teatro como ferramenta de incentivo à leitura (MINC/ BN). É professora supervisora de projeto na área teatral, sob coordenação da UNIRIO.

 

Onde


Rede Sophia:
Praça Floriano (Cinelândia), 55 / sala 1004 (prédio do restaurante Amarelinho). Rio de Janeiro-RJ


Como se inscrever


Link abaixo:

Pagamentos em cartão de crédito podem ser parcelados em até 12 vezes (incidem juros cobrados pelo operador financeiro).


R$150,00
*Valor promocional para inscrições durante o mês de setembro/2013.

terça-feira, 30 de julho de 2013

MultiRio entrevista Carmen Moreno

MultiRio 
publica matéria sobre 
professores escritores: 

CARMEN MORENO
relata seu trabalho na Educação, e o desenvolvimento de diversos projetos bem-sucedidos de incentivo à leitura, 
entrelaçando ferramentas do teatro, da literatura e do vídeo.

Abaixo, link para a matéria de Sandra Machado - MultiRio:




FOTOS DE ALGUMAS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
 COM ALUNOS DA OFICINA TEATRAL 
 TransformARTE:

Escola Municipal Desembargador Oscar Tenório
 (1998 - 2013)







ALGUMAS FOTOS DE PROJETOS 
DESENVOLVIDOS NA 
SALA DE LEITURA:




Projeto Encontro com Aluno Leitor: 
Formação de multiplicadores do prazer de ler, 
através de rodas de leituras.
Culminância:
produção do vídeo homônimo.




domingo, 7 de julho de 2013

O humor de Carmen Moreno

Crônica canina: 

A humanização dos bichos ou 

a bestialização dos humanos

Hoje vi uma menininha linda, vestida de rosa... Não, quer dizer, acho que era uma cachorrinha vestida de rosa. Sim, agora recordo, era mesmo uma cachorrinha, claro: lembro de ter notado um pequeno rabinho balançando, para fora do vestidinho rosa. Identifiquei esse traço da sua espécie, absolutamente peculiar e inconfundível. Claro, o rabinho destoava de todo o resto do visual. Mas não chegava a estragar a beleza da menininha. Digo, cachorrinha.

Seguia rebolativa, com uma chuca, também rosa, na cabecinha, combinando com o traje principal. Ah, ia me esquecendo! Tinha uma parte dos cabelos pintada na cor lilás, penteada em cachos sobre as orelhinhas. Lindo! Eu disse cabelos? Não, desculpem, estou me confundindo de novo. Pelos! Eu queria dizer pelos, claro. Pelos pintados de lilás. É, os cachorros adoram tinturas. Sim, tinta natural, óbvio! Bom, a menininha... a cadelinha usava uns óculos magníficos! Fiquei impressionada com o bom gosto de sua mãe. Digo, de sua dona. É assim que se fala? Pois é, que bom gosto.

Os óculos da fofinha eram azuis! Uau! Au, au! Quase parei para perguntar à cachorrinha onde ela comprou... ops, perguntar à dona. Do mesmo estilo dos óculos que costumo usar: pequenos e redondinhos. E com lentes azuis, as minhas preferidas. Ela devia estar tão feliz vendo o mundo humanizado! O mundo visto sob a ótica de suas amiguinhas maiores, de duas patas, como eu. Digo, duas pernas. Aliás, as quatro patinhas também a distinguiam da outra espécie, a humana. As patinhas e o rabo serviam, com certeza, para assegurar a identidade da mocinha, caso esbarrasse com um espelho pelas ruas e tivesse dificuldade de se reconhecer canina. O focinho não servia para nada, pois foi tragado pelos óculos.

Ah, já ia me esquecendo dos sapatinhos, meu Deus! Claro, combinavam com a cor do vestidinho, que, se alongando pelo corpitcho moreno, ou marrom se preferirem, culminava nuns babados fashion ao redor da bundinha. Uma gracinha, parecia um brinquedo de pilha. Mas era uma cadelinha, e não tenho dúvidas de que estava se sentindo muito confortável com a decoração especialmente natural daquela tarde. Não, a boquinha estava livre, sim. É, sem focinheira. Se ela quisesse, poderia até treinar e latir.

Mas quando a garotinha, digo, a cachorrinha crescer e quiser namorar, se tiver inclinação para gostar de cachorro rústico, não esses mauricinhos que saem cheirosos dos pets depois do banho, com suas gravatinhas azuis. Mas se gostar de cachorro à moda antiga, sem tantos disfarces, e quiser pegar algum por aí, não vai rolar: dificilmente será reconhecida por eles como um ser da mesma espécie. E se crescer moça letrada, que não se contenta com os infindáveis passeios aos 50 pet shops do seu bairro carioca, se crescer cachorra culta, cadela leitora como eu, vai precisar engrossar as pernas e preparar as patas para as duras caminhadas em busca de uma livraria.


Carmen Moreno


Encontrei a modelo para minha crônica:
Foto retirada do Google

sábado, 22 de junho de 2013

As poetas Carmen Moreno e Astrid Cabral no Teatro Glaucio Gill


CONVITE

Carmen Moreno, Astrid Cabral e Marcelo Mourão
 serão os convidados especiais do
 Terça ConVerso no Café:
evento organizado e apresentado 
pelo grupo Poesia Simplesmente.

Atração musical:
Egbert Fernandes

Astrid Cabral e Carmen Moreno

Marcelo Mourão

Próxima terça-feira 
(25/06 - a partir das 18:30 h)

Local: 
Teatro Glaucio Gill
(Praça Cardeal Arcoverde, s/número, Copacabana)

Carmen Moreno apresentará 
poemas inéditos do livro 
Para Fabricar Asas 
(em fase de produção pela Ibis Libris)






sexta-feira, 24 de maio de 2013


Festival de Poesia do Museu do Val de Literaturarealizado em Andrade Costa, município de Vassouras, reuniu, em 18 de maio, poetas, professores e editores. 
Evento de estreia, bem-sucedido 
em organização, qualidade literária e alegria.

Waldir Ribeiro do Val 
(editor, diretor do Museu do Val de Literatura
 e realizador do Festival )

Márcia Pereira (editora, coordenadora do Festival)

Participantes:

Edna Lima de Mendonça, Tanussi Cardoso, Astrid Cabral, Gilberto Mendonça Telles, Emil de Castro, Luis Otavio Oliani, Maria Nascimento, Carlos Alberto Bessa, Paulina Bessa, Lívia Bessa, Cely Luz, Gelson Luz, Angela Carrocino, Conceição Santos, Ana Maria Pereira, Regina Nobre, Banaiote Gazal, Istael Azevedo, Eduardo Tornaghi, Claudio Aguiar, Celia Salsa, Mario Alves de Oliveira, Thereza Christina Roque da Motta, Marlene Fonseca, Elvé Monteiro de Castro, Hermínia dos Santos, Rejane Machado, Rachel Levbovitz, Delayne Brasil, Carmen Moreno, Jorge Ventura, Heloisa Igreja, Gilda Martins Soares e Leonardo Meirelles.

Algumas Cenas do Evento:

Viagem: o ônibus da poesia

Carmen Moreno e Delayne Brasil

Tanussi Cardoso, Astrid Cabral, Carmen Moreno, 
Claudio Aguiar e Mário de Oliveira

Eduardo Tornaghi e Thereza C. Roque da Motta

Gilberto Mendonça Telles e Waldir Ribeiro

Ângela Carrocino e Hermínia dos Santos

Luis Otávio Oliani e Delayne Brasil

Claudio Aguiar, presidente do PEN Clube do Brasil, e Celia Salsa

Tanussi Cardoso e Jorge Ventura

Astrid Cabral e Carmen Moreno

Heloisa Igreja e Waldir Ribeiro

Gigi, Tanussi Cardoso, Jorge Ventura, 
Delayne Brasil, Luis Otávio Oliani, 
Mário de Oliveira, Ângela Carrocino, Astrid Cabral, 
Thereza C. Roque da Motta,Leonardo Meirelles e Márcia Pereira.

Carmen Moreno

Tanussi Cardoso

Delayne Brasil e Waldir Ribeiro

Raridades do Museu

Raimundo Correia

Graciliano Ramos


José de Alencar

Machado de Assis

Manuel Bandeira











segunda-feira, 8 de abril de 2013

LIVRO O ESTRANHO (Conto: Depois da Queda)



(... ) Nos hospitais, os corpos têm de estar à disposição. Você deixa de ser uma pessoa - passa a ser uma patologia. Os doentes são, muitas vezes, apenas corpos. Não são cérebros, nem almas, nem têm muita vontade. Como o poder é reduzido nos hospitais! Este talvez seja o lado bom do exercício de sofrer: enxergar a ilusão do poder, essa peste sorrateira que ataca os mais supostamente humildes, e os de arrogância caricata.

          A qualquer hora seu quarto pode ser invadido pelos amigos de branco, que manipulam seu corpo de um lado para o outro com rapidez e destreza.  E, se quiser se recuperar sem grandes constrangimentos, esqueça os pudores, porque a intimidade é compulsória e necessária à cura. Ao menos a intimidade que estabelecem com sua carne exposta. A outra, a intimidade invisível, a que revoluciona seu peito quando a luz se apaga, esta exercitei com Deus.

          E quando a luz se apaga nos hospitais, o sossego é provisório. De madrugada acendem o interruptor, enfiam um comprimido na sua boca,  dizem algumas palavras animadoras e pronto, você lembra que está vivo. O doente tem de estar disponível, como uma puta. Todo doente é uma puta. Alguns ganham a saúde como remuneração, pela entrega do corpo. Outros, o calote da morte.  Tive sorte! (...).



O Estranho, de Carmen Moreno 
(Contos - FiveStar)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Carmen Moreno e Diversos Poetas Prestigiaram Raquel Naveira no Bardo

 EVENTO
PONTE DE VERSOS
RAQUEL NAVEIRA E SUA BELA POÉTICA
 ILUMINARAM A LIVRARIA REPÚBLICA DO BARDO NA NOITE DE ONTEM (21/02/2013)


Na leitura e comentários dos poemas de seu livro 
Sangue Português, Raquel deu um show de inteligência, talento e elegância carismática.Todos os poetas presentes 
estavam em sintonia com o brilhantismo da noite.


Celina Portocarrero, Raquel Naveira,
Thereza Christina e Carmen Moreno

Foto: Julio Pereira







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Carmen Moreno Canta e Interpreta Poemas no Teatro Glaucio Gill


VÍDEO (11:09MIN.):
TRECHO DO RECITAL
CARMEN MORENO E DELAYNE BRASIL
(música e poesia)

Teatro Glaucio Gill 
Evento: Terça ConVerso no Café

Para assistir: clique na seta abaixo

video

sábado, 12 de janeiro de 2013

Pinturas e Poemas de Carmen Moreno


QUANDO A POESIA É TELA:

 PINTURAS DA ESCRITORA
ENTRE POEMAS DO SEU LIVRO
LOJA DE AMORES USADOS
 (Não há vínculo entre as criações plástica e literária)

MINHAS MULHERES

Moram em mim mulheres,
mil duendes e lobos,
fetos curiosos de sol.
Sabedorias de velhices.
Moram em mim tantos homens,
que não deveria me esquivar de estar só.
Assim, só: eu e meus habitantes.

   
 Interferência sobre foto de Elis Regina




CAMA DE GATO

Os amantes se penetram.
Injetam-se um no outro, e perdem o rosto.
Drogados, adormecem do mundo
numa jura tácita de “Somos um”.
Os amantes se prometem.
Obrigam-se, abrigados um no outro.
Fechadas as portas, criam língua própria,
estrangeiros do mundo.
Os amantes se viciam,
escorados um no outro.
Engate sedutor,
protegidos do mundo.
Mas os amantes se desamam,
arrancam-se um do outro.
E sós, esbugalham os olhos, medrosos,
desacostumados do mundo.




CICLOS

Tenho um desejo sob a sola do meu sapato.
Caminho sobre ele – que é desejo que não se amassa.
Empoeirado sobre o solo, súbito se ergue,
enganando eras.
Um desejo jogado no árido:
o poema que cresce, sem apuros de trabalho,
sem imagens lapidadas,
tudo que robustece sem leite de mãe.
Tenho um desejo que floresce, tolo:
Não rego, não noto, não provoco flor.
Quando olho, no meio da ramagem seca,
tem nova ameaça de amor!




 ASAS

Teu lado mais bonito é o desgovernado.
O que mais te enfeita os olhos,
o que mais te afaga os ombros.
Quando tua criança se atira no nada,
e crê no coração que pulsa.
Quando tua criança, esclerosada e senil,
sacode as relíquias dos baús,
e lambe os beiços, e arrota sobre os pratos.
Teu lado mais bonito agora te despeja em meus braços.
Jogado como um anjo em meu poema,
sem comandar e sem dono.
Teu lado mais bonito é o do abandono.





ATÉ QUE A VIDA NOS SEPARE

Queria do amor o incansável encantamento.
Vigília de labareda, paixão eternizada
no primeiro momento:
como tentar aprisionar o vento.
Queria do amor o desejo assegurado.
Lareira acesa cruzando o tempo:
a ilusão da foto tentando atar o movimento.
Queria do amor o impossível:
Movimento sem corte,
renovação sem morte.
Queria do amor sempre um início.
Todas as tramas da intimidade,
sem o estigma do precipício.