sexta-feira, 24 de maio de 2013


Festival de Poesia do Museu do Val de Literaturarealizado em Andrade Costa, município de Vassouras, reuniu, em 18 de maio, poetas, professores e editores. 
Evento de estreia, bem-sucedido 
em organização, qualidade literária e alegria.

Waldir Ribeiro do Val 
(editor, diretor do Museu do Val de Literatura
 e realizador do Festival )

Márcia Pereira (editora, coordenadora do Festival)

Participantes:

Edna Lima de Mendonça, Tanussi Cardoso, Astrid Cabral, Gilberto Mendonça Telles, Emil de Castro, Luis Otavio Oliani, Maria Nascimento, Carlos Alberto Bessa, Paulina Bessa, Lívia Bessa, Cely Luz, Gelson Luz, Angela Carrocino, Conceição Santos, Ana Maria Pereira, Regina Nobre, Banaiote Gazal, Istael Azevedo, Eduardo Tornaghi, Claudio Aguiar, Celia Salsa, Mario Alves de Oliveira, Thereza Christina Roque da Motta, Marlene Fonseca, Elvé Monteiro de Castro, Hermínia dos Santos, Rejane Machado, Rachel Levbovitz, Delayne Brasil, Carmen Moreno, Jorge Ventura, Heloisa Igreja, Gilda Martins Soares e Leonardo Meirelles.

Algumas Cenas do Evento:

Viagem: o ônibus da poesia

Carmen Moreno e Delayne Brasil

Tanussi Cardoso, Astrid Cabral, Carmen Moreno, 
Claudio Aguiar e Mário de Oliveira

Eduardo Tornaghi e Thereza C. Roque da Motta

Gilberto Mendonça Telles e Waldir Ribeiro

Ângela Carrocino e Hermínia dos Santos

Luis Otávio Oliani e Delayne Brasil

Claudio Aguiar, presidente do PEN Clube do Brasil, e Celia Salsa

Tanussi Cardoso e Jorge Ventura

Astrid Cabral e Carmen Moreno

Heloisa Igreja e Waldir Ribeiro

Gigi, Tanussi Cardoso, Jorge Ventura, 
Delayne Brasil, Luis Otávio Oliani, 
Mário de Oliveira, Ângela Carrocino, Astrid Cabral, 
Thereza C. Roque da Motta,Leonardo Meirelles e Márcia Pereira.

Carmen Moreno

Tanussi Cardoso

Delayne Brasil e Waldir Ribeiro

Raridades do Museu

Raimundo Correia

Graciliano Ramos


José de Alencar

Machado de Assis

Manuel Bandeira











segunda-feira, 8 de abril de 2013

LIVRO O ESTRANHO (Conto: Depois da Queda)



(... ) Nos hospitais, os corpos têm de estar à disposição. Você deixa de ser uma pessoa - passa a ser uma patologia. Os doentes são, muitas vezes, apenas corpos. Não são cérebros, nem almas, nem têm muita vontade. Como o poder é reduzido nos hospitais! Este talvez seja o lado bom do exercício de sofrer: enxergar a ilusão do poder, essa peste sorrateira que ataca os mais supostamente humildes, e os de arrogância caricata.

          A qualquer hora seu quarto pode ser invadido pelos amigos de branco, que manipulam seu corpo de um lado para o outro com rapidez e destreza.  E, se quiser se recuperar sem grandes constrangimentos, esqueça os pudores, porque a intimidade é compulsória e necessária à cura. Ao menos a intimidade que estabelecem com sua carne exposta. A outra, a intimidade invisível, a que revoluciona seu peito quando a luz se apaga, esta exercitei com Deus.

          E quando a luz se apaga nos hospitais, o sossego é provisório. De madrugada acendem o interruptor, enfiam um comprimido na sua boca,  dizem algumas palavras animadoras e pronto, você lembra que está vivo. O doente tem de estar disponível, como uma puta. Todo doente é uma puta. Alguns ganham a saúde como remuneração, pela entrega do corpo. Outros, o calote da morte.  Tive sorte! (...).



O Estranho, de Carmen Moreno 
(Contos - FiveStar)


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Carmen Moreno e Diversos Poetas Prestigiaram Raquel Naveira no Bardo

 EVENTO
PONTE DE VERSOS
RAQUEL NAVEIRA E SUA BELA POÉTICA
 ILUMINARAM A LIVRARIA REPÚBLICA DO BARDO NA NOITE DE ONTEM (21/02/2013)


Na leitura e comentários dos poemas de seu livro 
Sangue Português, Raquel deu um show de inteligência, talento e elegância carismática.Todos os poetas presentes 
estavam em sintonia com o brilhantismo da noite.


Celina Portocarrero, Raquel Naveira,
Thereza Christina e Carmen Moreno

Foto: Julio Pereira







quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Carmen Moreno Canta e Interpreta Poemas no Teatro Glaucio Gill


VÍDEO (11:09MIN.):
TRECHO DO RECITAL
CARMEN MORENO E DELAYNE BRASIL
(música e poesia)

Teatro Glaucio Gill 
Evento: Terça ConVerso no Café

Para assistir: clique na seta abaixo

sábado, 12 de janeiro de 2013

Pinturas e Poemas de Carmen Moreno


QUANDO A POESIA É TELA:

 PINTURAS DA ESCRITORA
ENTRE POEMAS DO SEU LIVRO
LOJA DE AMORES USADOS
 (Não há vínculo entre as criações plástica e literária)

MINHAS MULHERES

Moram em mim mulheres,
mil duendes e lobos,
fetos curiosos de sol.
Sabedorias de velhices.
Moram em mim tantos homens,
que não deveria me esquivar de estar só.
Assim, só: eu e meus habitantes.

   
 Interferência sobre foto de Elis Regina




CAMA DE GATO

Os amantes se penetram.
Injetam-se um no outro, e perdem o rosto.
Drogados, adormecem do mundo
numa jura tácita de “Somos um”.
Os amantes se prometem.
Obrigam-se, abrigados um no outro.
Fechadas as portas, criam língua própria,
estrangeiros do mundo.
Os amantes se viciam,
escorados um no outro.
Engate sedutor,
protegidos do mundo.
Mas os amantes se desamam,
arrancam-se um do outro.
E sós, esbugalham os olhos, medrosos,
desacostumados do mundo.




CICLOS

Tenho um desejo sob a sola do meu sapato.
Caminho sobre ele – que é desejo que não se amassa.
Empoeirado sobre o solo, súbito se ergue,
enganando eras.
Um desejo jogado no árido:
o poema que cresce, sem apuros de trabalho,
sem imagens lapidadas,
tudo que robustece sem leite de mãe.
Tenho um desejo que floresce, tolo:
Não rego, não noto, não provoco flor.
Quando olho, no meio da ramagem seca,
tem nova ameaça de amor!




 ASAS

Teu lado mais bonito é o desgovernado.
O que mais te enfeita os olhos,
o que mais te afaga os ombros.
Quando tua criança se atira no nada,
e crê no coração que pulsa.
Quando tua criança, esclerosada e senil,
sacode as relíquias dos baús,
e lambe os beiços, e arrota sobre os pratos.
Teu lado mais bonito agora te despeja em meus braços.
Jogado como um anjo em meu poema,
sem comandar e sem dono.
Teu lado mais bonito é o do abandono.





ATÉ QUE A VIDA NOS SEPARE

Queria do amor o incansável encantamento.
Vigília de labareda, paixão eternizada
no primeiro momento:
como tentar aprisionar o vento.
Queria do amor o desejo assegurado.
Lareira acesa cruzando o tempo:
a ilusão da foto tentando atar o movimento.
Queria do amor o impossível:
Movimento sem corte,
renovação sem morte.
Queria do amor sempre um início.
Todas as tramas da intimidade,
sem o estigma do precipício.



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Desejo a todos, em 2013,
entre mil coisas boas,
a expressão dos seus afetos...
enquanto há tempo!
Beijos no coração.

Foto: Carmen Moreno
*AINDA
Dizer urgente do amor ao amante.
Antes que se quebre o tempo.
E os ouvidos, dissolvidos na terra,
não apreciem mais a carícia das sílabas.
Antes que as mãos, tímidas de dar,
cessem de vez os movimentos,
e todos os gestos virem ossos.
Dizer urgente, ao amigo, o valor do vínculo.
Que só o amigo costura.
Só o amigo, cozeduras, cozimentos, cerziduras,
que só o amigo estanca os sangramentos.
Dizer urgente do amor, sem resistências.
Antes que a língua, de súbito, se cale,
e o amor, preso por reticências, maledicências,
medos, mágoas, role pelos ralos.
Antes que o amor, quedado pela foice,
faça da palavra não dita, eterno açoite.

*Livro Loja de Amores Usados,
Carmen Moreno

domingo, 14 de outubro de 2012

FOTOS DO ESPETÁCULO PORQUE DEIXEI DE TE AMAR

CENAS DO ENSAIO ABERTO
 
 PORQUE DEIXEI DE TE AMAR
 
Texto: Carmen Moreno
 
(Prêmio Stanislaw Ponte Preta)
 
Direção: Luiz Fernando Philbert
 
Elenco: Adriana Rabelo e Eduardo Dascar
 
Espaço Cultural Finep

Fotos: Nil Caniné