SEJA BEM-VINDO! ESTE BLOG, CRIADO EM 2009, DIVULGA E DISCUTE A OBRA, EM PROSA E VERSO, DA PREMIADA ESCRITORA CARIOCA CARMEN MORENO: RESENHAS, BIBLIOGRAFIA, VÍDEOS, TRECHOS DE LIVROS, ENTREVISTAS, POEMAS, CONTOS, TEXTOS INÉDITOS, FOTOS, NOITES DE AUTÓGRAFOS, EVENTOS E PREMIAÇÕES.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
POEMASBR - CARMEN MORENO E DALAYNE BRASIL (+playlist)
Música: "RECADO" (Letra: Carmen Moreno e Melodia Delayne Brasil)
Evento: Cabaré da Poesia - POEMASBR
Apresentação: Dupla do Prazer (Denizis e Cairo Trindade)
Vídeo: Daniel Trindade - Personal filmes produções artísticas
Apresentação: Dupla do Prazer (Denizis e Cairo Trindade)
Vídeo: Daniel Trindade - Personal filmes produções artísticas
domingo, 22 de dezembro de 2013
Amigos, que os bons sonhos se materializem! Feliz Natal,
e que 2014 seja mais justo, humano e amoroso. Fiquem com meu carinho, embalado
pelo verso:
*MESA
FARTA
Tomara que o grão se multiPLIQUE,
ploc, ploc, pule o milho na panela.
Que o pão se espalhe e espante a fome secular.
Que o sim rejunte a fissura dos sorrisos,
e o rio beba a secura das bocas.
Tomara que o grão se parta em mil,
e brote (são) em todas as portas.
E que, gentil e farta, a farra das sementes
seja como Deus: para todos.
*Carmen Moreno (livro Loja de Amores Usados)
sábado, 26 de outubro de 2013
A
AÇÃO DOS CUPINS SOBRE AS MÁSCARAS
Como dormem aqueles cuja consciência foi vendida? Arrematada
no leilão rastejante dos egos? No varejão das mentiras e omissões bem trajadas?
Nas promoções de fim de feira da humanidade, onde os restos são amealhados
pelos famintos de poder?
O travesseiro, objeto tão
próximo da alma, tão íntimo do coração dos homens e de suas verdades inconfessáveis...
Como conseguem repousar a cabeça neste colo aconchegante, e ceder ao
sono, esses homens? Mesmo na penumbra de seus quartos blindados, como dormem
esses homens, entregues à delicada plumagem de seus travesseiros alto luxo?
Não pode ter sono tranquilo
essa gente que dribla a verdade inconteste de multidões, para impor, com um
martelo cego, seu trono provisório. Abençoada transitoriedade desses tronos,
sobre os quais essa gente se instala, com a crença insana na eternidade.
Contudo, fora os ganhos
simbólicos (estes inegociáveis) da luta dos educadores, consola-me saber que os
devastadores da Educação não sairão incólumes, pois quando compactuamos com uma
grande mentira, por mais lúcidos, por mais conscientes do ato ilícito, a culpa
nos invade, sorrateira, enlameando nossa autoimagem. Como roedores no silêncio
da casa, como uma conspiração de cupins descarnando nossa pureza e coragem.
Carmen Moreno
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Oficina: TEATRO PARA TÍMIDOS, com Carmen Moreno
Ementa
O Teatro, poderosa ferramenta de expansão da personalidade e do potencial criador, promove autoconhecimento e libertação. Ativa a auto-estima, tornando a socialização mais afetiva e autêntica. Este curso propõe um olhar sobre nossas cristalizações: a experiência de redescobrir movimentos, valores, ideias, no próprio exercício do salto. A partir de jogos dramáticos e experiências lúdicas envolvendo artes plásticas, música e literatura, o integrante, tímido ou não, terá oportunidade de buscar um caminho inicial de comunhão entre corpo, emoção, palavra, humor, pensamento crítico, afeto, socialização e criatividade.
Para jovens e adultos (a partir dos 17 anos).
Quando
Às SEGUNDAS, dias 07/10, 14/10 e 21/10/2013
Das 19h às 21h
Programa
07/10 - Relaxamento; percepções corporal e espacial, e integração de grupo
14/10 - Jogos e improvisações a partir de estímulos diversos
21/10 - Leituras de textos e entrelinhas: eu, o outro, o amor, Deus, morte e vida. Expressão de ideias e sentimentos, através das linguagens artísticas
Professora
CARMEN MORENO, professora de Artes Cênicas, poeta e ficcionista, tem livros e prêmios em diversos gêneros literários. Bacharel em Artes Cênicas e Licenciada em Educação Artística (UNI-RIO). Leciona em escolas da Secretaria Municipal de Educação do Rio. Ministrou inúmeras Oficinas integrando Teatro e Literatura. Trabalhou para o PROLER, utilizando o Teatro como ferramenta de incentivo à leitura (MINC/ BN). É professora supervisora de projeto na área teatral, sob coordenação da UNIRIO.
Onde
Rede Sophia:
Praça Floriano (Cinelândia), 55 / sala 1004 (prédio do restaurante Amarelinho). Rio de Janeiro-RJ
Como se inscrever
Link abaixo:
Pagamentos em cartão de crédito podem ser parcelados em até 12 vezes (incidem juros cobrados pelo operador financeiro).
sábado, 3 de agosto de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
MultiRio entrevista Carmen Moreno
MultiRio
publica matéria sobre
professores escritores:
CARMEN MORENO
relata seu trabalho na Educação, e o desenvolvimento de diversos projetos bem-sucedidos de incentivo à leitura,
entrelaçando ferramentas do teatro, da literatura e do vídeo.
entrelaçando ferramentas do teatro, da literatura e do vídeo.
Abaixo, link para a matéria de Sandra Machado - MultiRio:
FOTOS DE ALGUMAS PRODUÇÕES ARTÍSTICAS
COM ALUNOS DA OFICINA TEATRAL
TransformARTE:
Escola Municipal Desembargador Oscar Tenório
(1998 - 2013)
ALGUMAS FOTOS DE PROJETOS
DESENVOLVIDOS NA
SALA DE LEITURA:
Projeto Encontro com Aluno Leitor:
Formação de multiplicadores do prazer de ler,
através de rodas de leituras.
Culminância:
produção do vídeo homônimo.
domingo, 7 de julho de 2013
O humor de Carmen Moreno
Crônica canina:
A humanização dos bichos ou
a bestialização dos humanos
Hoje vi uma menininha linda, vestida
de rosa... Não, quer dizer, acho que era uma cachorrinha vestida de rosa. Sim,
agora recordo, era mesmo uma cachorrinha, claro: lembro de ter notado um
pequeno rabinho balançando, para fora do vestidinho rosa. Identifiquei esse
traço da sua espécie, absolutamente peculiar e inconfundível. Claro, o rabinho
destoava de todo o resto do visual. Mas não chegava a estragar a beleza da
menininha. Digo, cachorrinha.
Seguia rebolativa, com uma chuca,
também rosa, na cabecinha, combinando com o traje principal. Ah, ia me
esquecendo! Tinha uma parte dos cabelos pintada na cor lilás, penteada em
cachos sobre as orelhinhas. Lindo! Eu disse cabelos? Não, desculpem, estou me
confundindo de novo. Pelos! Eu queria dizer pelos, claro. Pelos pintados de
lilás. É, os cachorros adoram tinturas. Sim, tinta natural, óbvio! Bom, a
menininha... a cadelinha usava uns óculos magníficos! Fiquei impressionada com
o bom gosto de sua mãe. Digo, de sua dona. É assim que se fala? Pois é, que bom
gosto.
Os óculos da fofinha eram azuis! Uau!
Au, au! Quase parei para perguntar à cachorrinha onde ela comprou... ops, perguntar
à dona. Do mesmo estilo dos óculos que costumo usar: pequenos e redondinhos. E
com lentes azuis, as minhas preferidas. Ela devia estar tão feliz vendo o mundo
humanizado! O mundo visto sob a ótica de suas amiguinhas maiores, de duas patas,
como eu. Digo, duas pernas. Aliás, as quatro patinhas também a distinguiam da outra
espécie, a humana. As patinhas e o rabo serviam, com certeza, para assegurar a
identidade da mocinha, caso esbarrasse com um espelho pelas ruas e tivesse
dificuldade de se reconhecer canina. O focinho não servia para nada, pois foi
tragado pelos óculos.
Ah, já ia me esquecendo dos
sapatinhos, meu Deus! Claro, combinavam com a cor do vestidinho, que, se
alongando pelo corpitcho moreno, ou
marrom se preferirem, culminava nuns babados fashion ao redor da bundinha. Uma gracinha, parecia um brinquedo de
pilha. Mas era uma cadelinha, e não tenho dúvidas de que estava se sentindo
muito confortável com a decoração especialmente natural daquela tarde. Não, a
boquinha estava livre, sim. É, sem focinheira. Se ela quisesse, poderia até
treinar e latir.
Mas quando a garotinha, digo, a
cachorrinha crescer e quiser namorar, se tiver inclinação para gostar de
cachorro rústico, não esses mauricinhos que saem cheirosos dos pets depois do
banho, com suas gravatinhas azuis. Mas se gostar de cachorro à moda antiga, sem
tantos disfarces, e quiser pegar algum por aí, não vai rolar: dificilmente será
reconhecida por eles como um ser da mesma espécie. E se crescer moça letrada,
que não se contenta com os infindáveis passeios aos 50 pet shops do seu bairro
carioca, se crescer cachorra culta, cadela leitora como eu, vai precisar
engrossar as pernas e preparar as patas para as duras caminhadas em busca de
uma livraria.
Carmen
Moreno
Encontrei a modelo para minha crônica:
Foto retirada do Google
sábado, 22 de junho de 2013
As poetas Carmen Moreno e Astrid Cabral no Teatro Glaucio Gill
CONVITE
Carmen Moreno, Astrid Cabral e Marcelo Mourão
serão os convidados especiais do
Terça ConVerso no Café:
evento organizado e apresentado
pelo grupo Poesia Simplesmente.
Atração musical:
Atração musical:
Egbert Fernandes
Astrid Cabral e Carmen Moreno
Próxima terça-feira
(25/06 - a partir das 18:30 h)
Local:
Teatro Glaucio Gill
(Praça Cardeal Arcoverde, s/número, Copacabana)
Carmen Moreno apresentará
poemas inéditos do livro
Para Fabricar Asas
(em fase de produção pela Ibis Libris)
sexta-feira, 24 de maio de 2013
O Festival de Poesia do Museu do Val de Literatura, realizado em Andrade Costa, município de Vassouras, reuniu, em 18 de maio, poetas, professores e editores.
Evento de estreia, bem-sucedido
em organização, qualidade literária e alegria.
Evento de estreia, bem-sucedido
em organização, qualidade literária e alegria.
Waldir Ribeiro do Val
(editor, diretor do Museu do Val de Literatura
e realizador do Festival )
Márcia Pereira (editora, coordenadora do Festival)
Participantes:
Edna Lima de Mendonça, Tanussi Cardoso, Astrid Cabral,
Gilberto Mendonça Telles, Emil de Castro, Luis Otavio Oliani, Maria Nascimento,
Carlos Alberto Bessa, Paulina Bessa, Lívia Bessa, Cely Luz, Gelson Luz, Angela
Carrocino, Conceição Santos, Ana Maria Pereira, Regina Nobre, Banaiote
Gazal, Istael Azevedo, Eduardo Tornaghi, Claudio Aguiar, Celia Salsa, Mario
Alves de Oliveira, Thereza Christina Roque da Motta, Marlene Fonseca, Elvé
Monteiro de Castro, Hermínia dos Santos, Rejane Machado, Rachel Levbovitz, Delayne
Brasil, Carmen Moreno, Jorge Ventura, Heloisa Igreja, Gilda Martins Soares e
Leonardo Meirelles.
Algumas Cenas do Evento:
Viagem: o ônibus da poesia
Carmen Moreno e Delayne Brasil
Tanussi Cardoso, Astrid Cabral, Carmen Moreno,
Claudio Aguiar e Mário de Oliveira
Eduardo Tornaghi e Thereza C. Roque da Motta
Gilberto Mendonça Telles e Waldir Ribeiro
Ângela Carrocino e Hermínia dos Santos
Luis Otávio Oliani e Delayne Brasil
Claudio Aguiar, presidente do PEN Clube do Brasil, e Celia Salsa
Tanussi Cardoso e Jorge Ventura
Astrid Cabral e Carmen Moreno
Heloisa Igreja e Waldir Ribeiro
Gigi, Tanussi Cardoso, Jorge Ventura,
Delayne Brasil, Luis Otávio Oliani,
Mário de Oliveira, Ângela Carrocino, Astrid Cabral,
Thereza C. Roque da Motta,Leonardo Meirelles e Márcia Pereira.
Delayne Brasil, Luis Otávio Oliani,
Mário de Oliveira, Ângela Carrocino, Astrid Cabral,
Thereza C. Roque da Motta,Leonardo Meirelles e Márcia Pereira.
Carmen Moreno
Tanussi Cardoso
Delayne Brasil e Waldir Ribeiro
Raridades do Museu
Raimundo Correia
Graciliano Ramos
José de Alencar
Machado de Assis
Manuel Bandeira
segunda-feira, 8 de abril de 2013
LIVRO O ESTRANHO (Conto: Depois da Queda)
(... ) Nos hospitais, os corpos têm de estar
à disposição. Você deixa de ser uma pessoa - passa a ser uma patologia. Os
doentes são, muitas vezes, apenas corpos. Não são cérebros, nem almas, nem têm
muita vontade. Como o poder é reduzido nos hospitais! Este talvez seja o lado
bom do exercício de sofrer: enxergar a ilusão do poder, essa peste sorrateira
que ataca os mais supostamente humildes, e os de arrogância caricata.
A qualquer hora seu quarto pode ser invadido pelos amigos de branco, que
manipulam seu corpo de um lado para o outro com rapidez e destreza. E, se quiser se recuperar sem grandes
constrangimentos, esqueça os pudores, porque a intimidade é compulsória e
necessária à cura. Ao menos a intimidade que estabelecem com sua carne exposta.
A outra, a intimidade invisível, a que revoluciona seu peito quando a luz se
apaga, esta exercitei com Deus.
E quando a luz se apaga nos hospitais, o sossego é provisório. De
madrugada acendem o interruptor, enfiam um comprimido na sua boca, dizem algumas palavras animadoras e pronto,
você lembra que está vivo. O doente tem de estar disponível, como uma puta.
Todo doente é uma puta. Alguns ganham a saúde como remuneração, pela entrega do
corpo. Outros, o calote da morte. Tive
sorte! (...).
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Carmen Moreno e Diversos Poetas Prestigiaram Raquel Naveira no Bardo
EVENTO
PONTE DE VERSOS
RAQUEL NAVEIRA E SUA BELA POÉTICA
PONTE DE VERSOS
RAQUEL NAVEIRA E SUA BELA POÉTICA
ILUMINARAM A LIVRARIA REPÚBLICA DO BARDO NA NOITE DE ONTEM (21/02/2013)

Na leitura e
comentários dos poemas de seu livro
Sangue Português, Raquel deu um show de
inteligência, talento e elegância carismática.Todos os poetas presentes
estavam
em sintonia com o brilhantismo da noite.

Celina Portocarrero, Raquel Naveira,
Thereza Christina e Carmen Moreno
Foto: Julio Pereira
Foto: Julio Pereira
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Carmen Moreno Canta e Interpreta Poemas no Teatro Glaucio Gill
VÍDEO (11:09MIN.):
TRECHO DO RECITAL
CARMEN MORENO E DELAYNE BRASIL
(música e poesia)
TRECHO DO RECITAL
CARMEN MORENO E DELAYNE BRASIL
(música e poesia)
Teatro Glaucio Gill
Evento: Terça ConVerso no Café
Para assistir: clique na seta abaixo
sábado, 12 de janeiro de 2013
Pinturas e Poemas de Carmen Moreno
QUANDO A POESIA É TELA:
PINTURAS DA ESCRITORA
ENTRE POEMAS DO SEU LIVRO
LOJA DE AMORES USADOS
ENTRE POEMAS DO SEU LIVRO
LOJA DE AMORES USADOS
(Não há vínculo entre as criações plástica e literária)
MINHAS MULHERES
Moram em mim mulheres,
mil duendes e lobos,
fetos curiosos de sol.
Sabedorias de velhices.
Moram em mim tantos homens,
que não deveria me esquivar de estar só.
Assim, só: eu e meus habitantes.
Interferência sobre foto de Elis Regina
CAMA DE GATO
Os amantes se penetram.
Injetam-se um no outro, e perdem o rosto.
Drogados, adormecem do mundo
numa jura tácita de “Somos um”.
Os amantes se prometem.
Obrigam-se, abrigados um no outro.
Fechadas as portas, criam língua própria,
estrangeiros do mundo.
Os amantes se viciam,
escorados um no outro.
Engate sedutor,
protegidos do mundo.
Mas os amantes se desamam,
arrancam-se um do outro.
E sós, esbugalham os olhos, medrosos,
desacostumados do mundo.
CICLOS
Tenho um desejo sob a sola do meu sapato.
Caminho sobre ele – que é desejo que não se amassa.
Empoeirado sobre o solo, súbito se ergue,
enganando eras.
Um desejo jogado no árido:
o poema que cresce, sem apuros de trabalho,
sem imagens lapidadas,
tudo que robustece sem leite de mãe.
Tenho um desejo que floresce, tolo:
Não rego, não noto, não provoco flor.
Quando olho, no meio da ramagem seca,
tem nova ameaça de amor!
ASAS
Teu lado mais bonito é o desgovernado.
O que mais te enfeita os olhos,
o que mais te afaga os ombros.
Quando tua criança se atira no nada,
e crê no coração que pulsa.
Quando tua criança, esclerosada e senil,
sacode as relíquias dos baús,
e lambe os beiços, e arrota sobre os pratos.
Teu lado mais bonito agora te despeja em meus braços.
Jogado como um anjo em meu poema,
sem comandar e sem dono.
Teu lado mais bonito é o do abandono.
ATÉ QUE A VIDA NOS SEPARE
Queria do amor o incansável encantamento.
Vigília de labareda, paixão eternizada
no primeiro momento:
como tentar aprisionar o vento.
Queria do amor o desejo assegurado.
Lareira acesa cruzando o tempo:
a ilusão da foto tentando atar o movimento.
Queria do amor o impossível:
Movimento sem corte,
renovação sem morte.
Queria do amor sempre um início.
Todas as tramas da intimidade,
sem o estigma do precipício.
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