SEJA BEM-VINDO! ESTE BLOG, CRIADO EM 2009, DIVULGA E DISCUTE A OBRA, EM PROSA E VERSO, DA PREMIADA ESCRITORA CARIOCA CARMEN MORENO: RESENHAS, BIBLIOGRAFIA, VÍDEOS, TRECHOS DE LIVROS, ENTREVISTAS, POEMAS, CONTOS, TEXTOS INÉDITOS, FOTOS, NOITES DE AUTÓGRAFOS, EVENTOS E PREMIAÇÕES.
quarta-feira, 10 de agosto de 2016
FOTOS
DA NOITE DE AUTÓGRAFOS
DA NOITE DE AUTÓGRAFOS
de
"PARA FABRICAR ASAS"
(poesia, Ibis Libris)
(poesia, Ibis Libris)
CARMEN MORENO
Comemoração dos 30 anos
de carreira da escritora
LIVRARIA DA TRAVESSA
Comemoração dos 30 anos
de carreira da escritora
LIVRARIA DA TRAVESSA
(Botafogo, Rio de Janeiro/RJ)
30 de maio de 2016
Fotógrafo:
Ricardo Goldbach
Fotógrafo:
Ricardo Goldbach
Carmen Moreno autografando "Para Fabricar Asas"
O poeta Tanussi Cardoso, recitando poemas do livro.
Com o artista plástico Wlademir Dias-Pino
Autógrafos
Com a atriz Rose Germano
Com a editora Vivian Wyler
Com o poeta Marcus Vinícius Quiroga
Com a cineasta Inez Cabral de Melo
Parte do público, e a editora e poeta Thereza Motta, recitando
Com o poeta e irmão Tanussi Cardoso
Carmen Moreno - Livro Para Fabricar Asas
O poeta Igor Fagundes, recitando
Com a poeta Laura Esteves
Com a editora e poeta Thereza Motta
Com a poeta Regina Pouchain
O poeta Jorge Ventura, recitando poemas do livro
Com o poeta Cláudio Leal Cacau
Com o poeta Marcelo Mourão
Parte do respeitável público, formado por poetas, artistas,
amigos, leitores, alunos de teatro
e familiares!
(Mais de 200 pessoas prestigiaram o evento,
que teve início às 18:30h e terminou às 22:00h)
Apoio:
Vinícola AURORA
CARMEN MORENO
GLOBO NEWS LITERATURA,
em matéria de Claufe Rodrigues.
(30/07/2016)
Veja no link abaixo:
Adquira o livro pelo site da editora IBIS LIBRIS
ou na Livraria da Travessa de Botafogo
domingo, 1 de maio de 2016
CONVITE
NESTA SEGUNDA (30 DE MAIO)
NESTA SEGUNDA (30 DE MAIO)
A POETA E FICCIONISTA
CARMEN MORENO
FESTEJA
30 ANOS DE CARREIRA
LANÇANDO:
PARA FABRICAR ASAS
(poesia - Ibis Libris)
LIVRARIA DA TRAVESSA:
R. Voluntários da Pátria, 97, Botafogo,
Rio de Janeiro/RJ (perto do metrô)
Data: 30 de maio!
Horário: 19h às 23h
SARAU:
OS POETAS
Delayne Brasil, Eugênia Henriques, Jorge Ventura,
Tanussi Cardoso e Thereza Motta
realizarão leituras dos poemas do livro.
APOIO VINÍCOLA AURORA
(Sempre brindando à poesia!)
- pin
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Carmen Moreno em publicação do PEN Clube
A Revista Convivência,
do PEN Clube do Brasil,
publica poemas de Carmen Moreno,
inseridos no seu novo livro
Para Fabricar Asas
Páginas 53 a 57
Leia a publicação aqui
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Nova premiação para Carmen Moreno
O CONTO INÉDITO O PODER DO VERBO,
DA POETA E FICCIONISTA CARMEN MORENO, FOI PREMIADO PELO
DA POETA E FICCIONISTA CARMEN MORENO, FOI PREMIADO PELO
25º CONCURSO NACIONAL DE CONTOS JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO,
PROMOVIDO PELA FUNDAÇÃO CULTURAL JORNALISTA OSWALDO LIMA.
O CONTO RECEBEU O 4o. LUGAR, ENTRE OS 694 INSCRITOS DO BRASIL.
domingo, 6 de dezembro de 2015
Para Fabricar Asas, de Carmen Moreno (poesia)
FOTOS DO LANÇAMENTO COLETIVO E SARAU
Ibis Libris Editora
PRIMAVERA LITERÁRIA 2015
ENTRE OS LIVROS:
ENTRE OS LIVROS:
PARA FABRICAR ASAS
(poesia)
de
Carmen Moreno
Imagens dos poetas:
Amélia Alves, Anna Maria Fernades,
Astrid Cabral, Carmen Moreno,
Claúdio Leal Cacau, Liane dos Santos,
Olga Savary, Pedro Lyra,
e a poeta e editora Thereza Rocque da Motta
05 de dezembro de 2015, às 18h.
Museu da República - Rio de Janeiro,
Tenda infantil.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
PARA FABRICAR ASAS, poesia, (Ibis Libris): novo livro de Carmen Moreno
PARA FABRICAR ASAS
(poesia), Ibis Libris,
terá, inicialmente, um lançamento coletivo na
PRIMAVERA LITERÁRIA 2015.
A noite individual de autógrafos será no início de 2016.
Primavera Literária 2015:
Jardins do Museu da República,
Rio de Janeiro, de 3 a 6/12/2015
Lançamento coletivo:
sábado 5/12/2015, às 18h
9o. Festival de Poesia da Primavera Rio:
Tenda Infantil, das 19h às 21h
AUTORES:
Carmen Moreno
Claudia Abreu Campos
Jean Cândido
Roberto Dutra Jr.
Leila Oli
Liane Dos Santos
João Do Corujão
Afonso Henriques Guimaraens Neto
Alberto Lins Caldas
Anderson Lopes
Alvaro Nassaralla
Anna Maria Fernandes
Celso de Lanteuil
Claudio Aguiar
José Antônio Cavalcanti
José Carlos Paiva Bruno,
Pedro Lyra
Moisés Guimarães
Samuel Punzi
domingo, 30 de agosto de 2015
Poema do próximo livro de Carmen Moreno
REMORSO
Onde enterrar os beijos
que não dei e quis?
Que luto lavará a dor do amor
que não fiz?
Carmen Moreno
(Livro Para Fabricar Asas) a ser lançado pela
Ibis Libris Editora
sábado, 15 de agosto de 2015
Vídeo de Carmen Moreno (1 min.)
Vale relembrar!
Trecho da apresentação
de
de
Carmen Moreno
Evento:
"TeKnósPoiÉsis"
Poéticas do oral ao digital:
uma experiência para todos os sentidos
Realização: Cátedra UNESCO de
Leitura – PUC-Rio (2011)
Poema “Até que
a vida nos separe”, do seu livro
Loja de Amores Usados (Multifoco).
Música Meio Termo, de
Lourenço Baeta e Cacaso:
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Poema inédito de Carmen Moreno
TRAÇAS
Casaram-se.
Aliança no dedo, não se aliaram.
Alheios à jura, julgaram-se.
Ódios, culpas saqueando o sim.
Tanta insensatez,
o amor se desfez,
fim.
Carmen
Moreno
domingo, 24 de maio de 2015
Carmen Moreno e Delayne Brasil no CABARÉ DA POESIA:
RECADO
Letra: Carmen Moreno
Música: Delayne Brasil
SE QUERES SABER, NÃO ENLOUQUECI. MERGULHEI EM MIM,
DA DOR EXTRAÍ RIQUEZA E AMPLIDÃO, NÃO ME PERDI.
SE QUERES SABER, DISPENSO PALPITES SOBRE O PERDÃO QUE NÃO TE
DEI.
NA VERDADE, EU É QUE NÃO ME PERDOEI:
PELA ENTREGA DESMEDIDA, PELO ULTRAJE DE UMA VIDA.
TE AMAR FOI ABRAÇAR O MAR SEM BRAÇOS, SEM BOTE, SEM SABER
NADAR,
SEM BALSA, SEM NORTE, SEM O BÁLSAMO DA SORTE.
SE QUERES SABER, HOJE SEI O QUANTO SOFRI EM TUA COMPANHIA.
UM NOVO AMOR É A SORTE DA ALEGRIA.
DISPENSO TEUS SINAIS, RESPEITA MINHA PAZ.
EX-AMOR NUNCA FOI BOM CONSELHEIRO,
ENCERRA NO SILÊNCIO NOSSO FIM. A VIDA QUIS ASSIM.
SE PERCA DE MIM, SE PERCA DE MIM.
terça-feira, 12 de maio de 2015
Poema inédito de Carmen Moreno
FÁBULA DA FILHA QUE VIROU MÃE
A mãe não costura mais o vestido
da menina magricela.
Que não é mais magricela nem menina: cresceu por meio século.
A mãe tornou-se filha, quando os
passos ficaram miúdos e os cabelos rareados.
Mora na cama do quarto, tangenciando
o centenário e seu ônus.
Entre fraldas e enfermeiras, seu
sorriso ensina a filha a ser rocha.
Inútil sofrer, temer a data,
enfeitá-la para partir serena e sem danos...
A morte é sempre súbita, por mais
que bafeje no cangote dos relógios,
e prometa visita sob o martelo
dos doutores.
Mas a dita não traz na lápide o
fim anunciado:
A mãe nunca partirá, costurada
que está na alma da menina,
desdobrada no seu melhor gesto,
nas palavras espalmadas aos
carentes de mãe e de sonho.
A mãe não é mais a fala fluida, a
casa antiga, os bordados de flor,
a samambaia chorona, o jardim.
Não rega mais as plantas, não
planta.
Mas é plena plantação.
Carmen Moreno
Foto: marcadores de livro
bordados por Carmen Castilho Cardoso
(mãe da autora)
bordados por Carmen Castilho Cardoso
(mãe da autora)
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Conto do livro SUTILEZAS DO GRITO (Rocco), de Carmen Moreno
SOB A SEMELHANTE
SUPERFÍCIE
Carmen Moreno
Não foram as suas cuecas, invariavelmente espalhadas pelo
quarto. Nem o bar dos sábados com os amigos. Não foi a última briga nem a soma
de todas. Uma incógnita nos impede o acesso ao que nos une a uma pessoa e nos
afasta de outra. Muitos nós nesses vinte anos de laços. Estou apaixonada. Neste
momento procuro consultar o que sinto ao escrever-lhe. Dois nítidos sentimentos
se sobrepõem, em contraste: tristeza antecipada, por saber que vou magoá-lo, e
igual prazer por saber que vou magoá-lo. Não pense por isso que minha paixão é
um tolo movimento de revanche. Houve tantas chances de vingança que já teria me
apossado de alguma, se quisesse.
Você está agora no futebol dos domingos. Chegará suado,
músculos lustrados, olhos foscos. Seus olhos não brilham mais. Quem sabe nos
dribles do atleta ... mas no cotidiano da casa, nos raros momentos em que se
esbarram com os meus, não vejo mais nenhum brilho. Certamente, você me vê
também assim, opaca e silenciosa, carregando pelos cômodos uma incômoda mudez.
Não, talvez meu silêncio não signifique incômodo para você. Lembro-me de que,
numa antiga discussão, você deixou claro o desagrado por minha mania de
discutir os problemas à exaustão. Prefere a superfície. Eu, o que se esconde
nos porões. Isso não me faz melhor. Às vezes, meu bem-intencionado mergulho nas
águas turvas da relação era um simulacro. Um instrumento para vê-lo espernear
com os meus porquês, jogado num lodo interior de explicações, tentando
apoiar-se de novo na bengala da sua objetividade masculina. No início, era
fundamental vê-lo prático e dono de todas as certezas. O mundo subjugado a sua
destreza viril, que tramitava entre pagar as contas e discorrer sobre todos os
assuntos. Minha geração digeriu sem muitas queixas os temperos mais indigestos
do casamento. Minha mãe reforçava que eu não deveria exigir tanto de você. Que
os homens não eram muito detalhistas. Esforçava-me, mas precisava esmiuçar a
emoção, compreender o avesso das suas meias palavras.
Você inventou a ideal simplificação dos temas que eu propunha:
colava a boca na minha, calando-me num beijo que nos levava a outras
linguagens. Não tentaria mentir, negando a excitação desses desvios de trajeto.
Calávamos um discurso para dar lugar a outro menos contraditório ou combativo.
Até então, não havia tropeços nesse trecho da nossa comunicação. Ao contrário,
absoluta comunhão. Mas o recurso se desgastou e acabou sendo um meio de evitar
que tocássemos terrenos desagradáveis. Uma fuga, um ópio, um esconderijo.
Calar-me com seu corpo. Acender-me para apagar-me. Uma arma. Atualmente em
desuso. Sua sedução há muito não incide sobre mim. Você a espalhou pelas
noturnas reuniões do time. Multiplicavam-se os encontros com a equipe,
conduzindo sua sedução por caminhos novos. Até que, numa noite insone, resolvi descobrir
o que insistia em negar. No clube, você se encontrava com sua motivação loura.
Cabelos falsamente claros, formas talhadas - visão possível de quem observa à
distância. Aproximar-me seria o fim. Não desejava que um ponto definitivo
interrompesse meus dez anos de casamento. Aproximar-me seria violar por
completo minha teimosia amorosa. Observei os enamorados de longe.
Em casa, acuado, tentou banalizar o romance: Não era sério.
Terminaria no dia seguinte. Tudo, menos me perder. Os homens eram assim, não
resistiam às tentações. Enfim, todos os chavões saltavam da cartola. Como um
mágico tentando animar a plateia com o velho número dos pombos. Acreditei no
truque do ilusionista. Mariana era uma adolescente próxima. Racionalizei a
importância de um pai presente, uma família ordenada. Mas o caos se instalara.
Na verdade, tinha pânico de estar só e desprotegia a imagem de nossa filha,
como pretexto.
Estou apaixonada. Não há nada que me assalte esse amor. A
não ser que ele próprio se esgote no seu tempo. E quando um dia acontecer o
corte, saberei entender que a vida se renova em morte. Aos quarenta, não estou
resignada. Mas tenho forças para me amar além do amor que possa receber do
amante. Você não me espera assim. Ainda ontem falava como se todos os rumos da
nossa vida conjugal só pudessem ser pilotados por você. Anunciou uma viagem de
férias, para o sítio, que fará sozinho. Discorreu sobre a importância das
férias conjugais, num tom de quem se desculpa, de quem pede para ser perdoado.
Eu, ouvinte silenciosa, tecia minha trama romântica como um trunfo, um segredo
saboreado. Há muito tempo faço do silêncio meu estilingue, meu alfinete. Deixei
que clamasse por sua solidão criativa, que usasse até argumentos, como: "A
distância revigora a relação". Sabemos que entre nós a distância já se
instalou, irrevogável.
Há seis meses entrego-me a outra pessoa. Inteira. Mariana
está casada. Meu coração se desamarra, aos poucos. Não imaginei que pudesse me
deparar com tanta novidade. Aprendemos que, nesta idade, os afetos se resfriam
e os sonhos despencam com os seios. Além do mais, sempre estranhei que o amor
surgisse de uma fonte aparentemente sem mistérios. Que o desejo pudesse saltar
assim, por um corpo tão familiar em desenhos e cheiros... em textura. Teorizava
sobre a importância das diferenças. Os contrastes mais nítidos seriam, para
mim, os que me instigariam o desejo. Desconhecia as sutis diferenças, as que
apenas intuímos sob a semelhante superfície. Quando acaricio seu corpo, tão
igual ao meu, toco regiões inusitadas da minha feminilidade. Quando nossas
saias se confundem sou mais que uma mulher. Sou tudo que não tem nome.
Desaprendo o que aprendi. Contrario o que ensinei. Sou apresentada a mim quando
ela come meus traços com suas pupilas amorosas. Seguindo seu desejo sou meu
desejo. E passo a querer nós duas. Ver-me, assim, por sua ótica de amante, é
desvelar em mim o que, sozinha, seria cegueira.
Refeito do susto, certamente você irá questionar o que um
homem teria deixado de dar a uma mulher para levá-la a procurar outra. O que
teria sido insuficiente no seu desempenho viril. Sempre você como eixo de todas
as coisas. Respondo, antecipadamente, pois exercito, nesta carta, uma crueza
necessária: o que nos afasta de alguém são sempre excessos e faltas. Nossos excessos
e nossas faltas levaram você às amantes, e a mim, ao amor. Não. Talvez a
primeira tenha sido amada. A loura falsária, a que "não era sério".
Porque foi difícil terminar no dia seguinte. O dia seguinte estendeu-se por
meses, quem sabe um ano, pelas pistas que testavam minha reincidente cegueira.
Estou apaixonada. Levo parte das roupas. Esta é apenas uma
pausa para ordenar-me. Ah... a buzina! Volto para esmiuçarmos juntos minha
partida. Para que nossos olhos se enfrentem ao menos no fim. A buzina! Tenho
que ir. O chá está quente sobre o fogão.
Prêmio Nacional Ponta
a Ponta SEPAM de Contos - 1995
Ponta Grossa / PR.
Assinar:
Postagens (Atom)



































